quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Tchau, Alemanha!


Ontem amanheceu nevando. E chovendo. E ventando. Ao mesmo tempo. Mas, como eu disse que não ia ter nevasca que me impediria de colocar em prática todos os meus planos, assim foi. Me dei o luxo de acordar um pouco mais tarde, comprei a máquina fotográfica, fui aos museus, andei muito por essa cidade. Negociei em alemão com um turco muito malandrinho, mas acredito que acabei me dando bem.


Meu grande problema foi: é impossível comer coisas saudáveis quando se tem Lindt por 1 euro, milhões de queijos deliciosos e baratos e, ah... as salsichas. Mas quando chegar na Índia eu recupero, malho e emagreço (ou não, hehe). 


As feiras a céu aberto são maravilhosas. Boa parte do centro é apenas para pedestres e, quando você menos espera, do nada aparece uma ruela que na verdade é um grande mercado.
O show de noite foi legal, apesar de curtinho. Foi uma apresentação conjunta da Melissa com o Troy von Balthazar, que é um fofo. O único problema foi que o ambiente era fechado demais e o cheiro não estava lá muito agradável - acho que os alemães pensam que não precisam tomar banho por ser inverno.


Hoje foi um dia maravilhoso. Cerca de 8 graus (agora sim uma temperatura civilizada!) e sem nada caindo do céu. Fiz um tour em um daqueles ônibus de turismo - sim, é brega, eu sei, mas estou indo embora amanhã! - e na hora do almoço decidi dar um descanso para a cozinha alemã e descobri o amor da minha vida que me conquistou pelo paladar (vide foto abaixo)...
Eu poderia ficar horas nesse lugar. A cada dia aumenta minha vontade de conhecer o Vietnã!


Parei em uma feirinha de coisas típicas, fui ao Deutsches Museum (continuo achando um saco museu ligado a ciência e/ou tecnologia) e caminhei por um par de horas pelo centro histórico, onde descobri alguns brechós muito bacanas - mas não tão baratos. 


Ah, ainda deu tempo de descobrir que o Niemeyer é onipresente:
Briiinks, rsrs.


Também cogitei ver o "Castelinho da Disney" - Neuschwanstein - mas fiquei meio traumatizada com o quanto já me falaram que não vale a pena se deslocar até lá. É cerca de uma hora de viagem.


Munique transborda cultura. Em toda esquina existem folhetos pregados nas paredes a respeito de apresentações, peças, concertos, cursos e outros eventos bacanas


Neste momento, acabeeeei de chegar do show do MGMT e não consigo me conter de tanto ânimo. Maior concentração de indies alemães por m2 (pai, google it). Estou meio sem palavras para o quão sensacional a banda é e o para o quão maravilhoso o show foi. No site de vendas os ingressos estavam esgotados, mas me arrisquei indo de mãos vazias. Ia comprar ingresso de um menino indie-wanna-be que não devia ser maior de idade e me ofereceu pelo Last.FM, mas ele me deu o cano. Consegui comprar de uma garota na porta. Valeu a pena demaaais!
(A foto é de quando a banda que abria o show nem tinha começado. Depois lotou um bocado.)


Dentro de algumas horas pegarei o trem para Frankfurt e de lá vou direto pra Mumbai. Tô muito ansiosa para ir, mas quero voltar a Munique com mais tempo. Quem sabe um dia não venho morar aqui? :) #sonho
"Munich glows" - Thomas Mann